11 de maio de 2011

Como realizar parceria entre empresas

Já faz um tempo que não há postagens novas nesse blog, porém é por um ótimo motivo: trabalho.
Há um tempo ouvi de uma cliente que, embora seja cansativa, a correria cotidiana serve para demonstrar ao final do dia que estamos vivos.

Tenho me deparado ultimamente com alguns casos interessantes que seriam trágicos se não fossem cômicos (sei que se diz o contrário, mas é assim no meu caso).
Acredito que a vontade de crescer e de vencer na vida profissional acaba por cegar alguns "gestores" e esses partem para o chamado "tentar ganhar com a cara e a coragem".
Fica aqui meu elogio àqueles que conseguem ter uma ótima idéia e colocá-la em prática, tendo bons frutos assim.
Bom, o caso é que me deparei nesse ultimo mês com várias casos de "possíveis empreendedores" que vieram me propor "parcerias". Algumas propostas foram tão indecorosas que não cabe postar aqui. O que relato nesse artigo é como é o comportamento que presenciei no ultimo mês e sua relação com o verdadeiro significado da palavra "parceria".

Quando pensamos em parceria, pensamos em algo vantajoso para mais de uma pessoa envolvida em algum contexto de colaboração. Essa é a essência da parceria, pois quando um dos lados não está obtendo vantagem na operação, então caracteriza-se apenas obter vantagem sobre outra pessoa/colaborador.
Isso acontece muito no setor de vendas das grandes empresas e nas relações entre empresários também, até porque sempre tem aquele que gostaria de se destacar e faria qualquer coisa para conseguir-lo.

Pois bem, uma das propostas que recebi foi de um cliente que achou ser um parceiro de minha empresa apenas pelo fato de estar pagando pelos serviços prestados por esta. Ou seja, contratou os serviços e acabou achando que chamando de parceiro e não de fornecedor estaria tirando a responsabilidade de pagar pelos serviços.
O argumento? Bom, o argumento foi de que outras empresas veriam o serviço bem prestado por minha empresa e que me procurariam via indicação. Como se esse meu cliente fosse um outdoor e minhas vendas aumentassem só porque prestei serviços a ele.
Não funciona bem assim. Aliás não chega nem perto. Até porque se todos os clientes dos prestadores de serviços se achassem o próprio "outdoor" não haveria comercialização de serviços e sim "doação de serviços".

O que faz o cliente pensar e agir assim?
Vários fatores podem influenciar nesse comportamento do cliente corporativo. Um deles é a falta de verba para o serviço contratado. Assim, a empresa que solicitou o serviço acredita que tratando o fornecedor como um membro mais próximo de sua empresa, terá vantagens financeiras extremamente substanciais. Quem sabe até conseguir de graça.
Outro fator, o mais comum e o que me faço acreditar na maioria das vezes, é que muitas vezes o fornecedor de serviços está em constante contato com o cliente. Esse cliente sente-se tão bem acolhido pelo fornecedor e até obtém algumas vantagens desse relacionamento mais corriqueiro (prazos maiores para pagar, brindes, etc), passando a tratar o fornecedor como mais um membro de seu quadro de colaboradores internos.

Porém, devo deixar bem claro que fornecedor não é parceiro. Fornecedor pode se tornar parceiro, mas a priori necessita de receber pelos seus serviços em dia como manda o protocolo financeiro da empresa. Somente após um relacionamento comercial é que as partes começam a trocar benefícios, onde ambos obtenham vantagens, tornando-se parceiros em algum comportamento comercial.

Outro exemplo clássico é o do cidadão que talvez possua uma boa habilidade de vendas e acredita que revender um produto, maquiando a marca de seu fabricante, é ser parceiro.

Como assim?
Recentemente recebi algumas propostas pois estou selecionando vendedores de nossos serviços. Assim, vários currículos chegam diariamente, além de pessoas conhecidas minhas que se destacam para preencher os requisitos almejando a vaga.
O ultimo caso de uma "suposta parceria" foi me apresentado por um "amigo" quando explanei sobre as atividades da empresa em que trabalho. Esse amigo se candidatou ao cargo de vendedor oferecendo uma proposta muito boa (para ele, pelo menos).
Nessa proposta ele seria o vendedor das soluções fornecidas pela minha empresa, cobraria um percentual acima da tabela aplicada por nós (até ai só um pouco de ganância, mas tudo bem) e cobriria uma área de vendas grande apostando em sua popularidade. Não seria grandes problemas se esse cidadão não tivesse acrescentado a proposta de que ele venderia os serviços como se fosse pessoa física (proibido até no caso de automação comercial, por ISS) e ainda não repassaria para a empresa os contratos de suporte, nem os contatos com o cliente. Ou seja, usaria os produtos e serviços da empresa para vender e obter apenas benefícios próprios.
Indecorosa não acha? Bom, infelizmente esses não foram os únicos casos das ultimas semanas, nem tão pouco serão os ultimos espertos que vou me deparar no mercado.

Agora me perguntem: o que seria uma proposta de parceria realmente válida?
Um exemplo claro é o que acontece com a coca-cola e os estabelecimentos vendedores de seus produtos (refrigerantes e outras bebidas). A coca-cola, assim como outras empresas no ramo de alimentação, dispõe de expositores (displays, geladeiras, brindes, mesas e outros objetos para apresentação do produto) e os fornece gratuitamente para o estabelecimento, enfeitando o local para chamar a atenção do comprador.
O que ganham com essa "parceria"?
O estabelecimento: o produto que comprou para revender não vai perecer facilmente (no caso do fornecimento de geladeiras), terá algo na loja que chamará a atenção de seus compradores (essencial na tomada de decisão de compra) e consequentemente venderá mais rápido aquele produto.
O fornecedor: conseguirá ter seu produto destacado na loja revendedora, fazendo sua venda ser mais atrativa que a marca concorrente, assim o lojista venderá cada vez mais aquele produto e continuará dando destaque àquela marca em seu estabelecimento.

31 de janeiro de 2011

Desenvolvimento de Web Sites

Desenvolvimento de Web Sites agora com publicidade no Google gratuito.... só na Inter Sistemas.
Faça seu site com a líder em qualidade na região e GANHE cupons para anunciar no maior site de buscas do mundo!!!

11 de janeiro de 2011

Relacionamento com o cliente (remake) parte 1

Ano novo, já se passaram as festas de fim de ano... as vendas já começam a esfriar... você fez tudo o que pôde para vender a todos os que passaram em frente a sua loja...
Não adianta gritar!
E agora?
Bom, agora você está se perguntando: devo demitir os funcionários temporários agora, antes que eu tenha prejuízo, já que as vendas agora começam a cair e só voltam no carnaval?

Esse é um caso clássico de empresas que não sabem onde estão e para onde vão seus clientes. Depois de uma boa venda (digo boa pela quantidade de dinheiro gasto no produto que levou) você ficou satisfeito temporariamente e o cliente não voltou mais.

Quem sabe ele não está, nesse momento, comprando um produto similar, talvez de uma qualidade bem inferior, em seu concorrente da esquina?
Não me espantaria se esse cliente nunca mais voltasse a sua loja, a menos que você baixe os preços em uma desesperada promoção (ou sorteio de brindes, sei la)... enquanto isso o cliente está indo na loja da esquina e continua tomando cafezinho(pode se uma água) enquanto para para escutar do vendedor o quanto a família dele vai se sentir reunida ao ter aquela TV de 42" superfaturada ($$$), ou comendo pizza em um forno elétrico que vai empestar sua casa de gordura...

Sabe por que ele não voltará mais?
Simples: ele recebeu um cartão fidelidade, ou um bônus por indicação. Isso fez com que seus amigos e parentes comprassem naquela loja, aumentando a satisfação de comprar lá. 

"Uma vez que meus visinhos já falaram bem de lá e minha sogra comprou aquele liquidificador ali"

A sacada de uma boa venda, ou de um serviço bem prestado está em realizar o que o cliente está querendo: satisfação é a palavra chave!

Já ouvi maravilhas de amigos que são tratados pelo nome assim que ligam para a pizzaria TAL no bairro que moram... ISSO É A DIFERENÇA!
Seus clientes não são apenas zumbis compradores... são seres humanos que nem você. Assim sendo, gostam de serem bem tratados e, lógico, levar alguma vantagem na negociação (ou pensar que estão levando).

Dica: da próxima vez... ofereça água ao marido de uma possível compradora... quem sabe ele não é aquele cliente em potencial que levará o home theater que almentará significativamente sua comissão no fim do mês.

30 de dezembro de 2010

Ano novo... mais do mesmo?

Bom, assim como todos os outros blogueiros da rede, desejo a todos um ótimo final de ano (faltando 2 dias para esse terminar).

Não poderia deixar de mencionar que esse ano foi marcado com vários acontecimentos, inclusive para o comércio de serviços em automação que continua crescendo e impulsionando diversos outros setores consigo.
Por que?
Bom, prestação de serviços por si só já um setor que provê mecanismos e ferramentas que auxiliam pessoas e empresas a exercerem suas atividades/processos sem precisarem se preocupar com minúcias do dia-dia que não competem a sua área de atuação.
Ah? O que?... ;)
O significado disso é fácil de entender: quando uma loja de calçados abre, o dono/gerente precisa se preocupar com a qualidade do seu produto, com o atendimento prestado por seus funcionários e com o fluxo de caixa. Não é sua atribuição, nem de seus funcionários, dirigir e descarregar o caminhão com o pedido de 2000 sapatos que acabou de chegar.
Esse trabalho é exercido por uma prestadora de serviços chamada "empresa de logística", a qual provê o serviço de transporte da mercadoria e descarga no destino.
Isso sem mencionar que para uma loja de calçados manter um ambiente agradável é necessário o serviço prestado pela equipe de serviços gerais (manutenção de infraestrutura e limpeza), que por sua vez, geralmente, é terceirizada.

Depois de todo esse discurso já deu pra entender o que prestador de serviços. ;)

No mais, as empresas que prestam serviços de automação comercial atuam para fazer com que os donos/gerentes de estabelecimentos comerciais não precisem mais parar seus afazeres, tão pouco contratar mais funcionários, para poder fechar as contas e os relatórios de venda. Está tudo a um passo (ou a um click).
Embora muitos acreditem em automação como apenas uma maneira que o governo encontra pra arrancar dinheiro do povo (citando o caso do PAF), existem muitas empresas que acreditam na força da automação comercial e em uma modelagem dos processos customizada e melhorada. São essas ultimas que dominam o mercado enquanto outras a invejam e apostam na sorte.

Então... Boas festas, feliz ano novo para todos...
Espero que esse novo ano tenhamos mais mentes abertas para o conhecimento coletivo.



Não deixem para depois o que já deveria ter feito antes para dormir mais cedo... ;-)

9 de dezembro de 2010

Quem são SEUS concorrentes?

Uma boa pergunta para quem está no mercado, seja qual setor e área atue.
É muito mais fácil "trabalhar para dentro", assim como dizem os especialistas em gestão, pois não preciso me preocupar com o que os outros estão achando do meu trabalho.
Só que essa máxima, declarada por muitos dos indivíduos do empresariado brasileiro, não deve ser levada como regra e é a massivamente desaconselhada por quem entende de gestão.

Definição
Trabalhar para dentro: vulgo arrumar a casa; organizar, ou tentar, as tarefas e processos da empresa de forma a inserir o mínimo de controle sobre eles e seus colaboradores.

Pois bem, depois de trabalhar para dentro muitos anos você (empresário de seu ramo) se dá conta de lojas do mesmo segmento abrindo muito próximas a seu estabelecimento e oferecendo serviços diferentes àqueles seus.
Ai você diz: "Ah, mas isso vai durar pouco pois é novidade e o pessoal depois vai voltar a comprar de minha loja".

O problema é que não existe empresa se não for para gerar algum lucro. Isso quer dizer que o tempo que essa "novidade" durar é o tempo que sua empresa está correndo sério risco de não obter renda alguma.
Pois é... você acaba de declarar, subconscientemente, que tem um concorrente e que as coisas estão mudando por aqui!

Identificar seu concorrente não é uma tarefa tão fácil quanto se imagina, pois apesar de ser fácil identificar as empresas do mesmo segmento em sua área, não é muito fácil de agrupar o público alvo de cada um desses grupos.
Por exemplo: Imagine que você tem uma lanchonete, localizada em um bairro nobre da cidade e que nesse mesmo bairro, talvez na mesma rua, hajam bares e restaurantes, além de outras lanchonetes.
Quem desses são seus concorrentes?
Se você possui a lanchonete que vende aquele salgadinho, encontrado nos melhores carrinhos de caldo-de-cana da cidade, então não se preocupe. O único concorrente que você possui é, além de você mesmo, o seu bolso e suas finanças.

Explicação: Um restaurante de frutos do mar não é necessariamente um concorrente de uma pizzaria, até porque são sabores e vontades diferentes. Então continue oferecendo o melhor de sua cozinha regional para atrair mais admiradores, não se preocupe com a comida feita na cozinha alheia.

Agora é que vem a sacada desse post: O diferencial competitivo pode mudar o hábito dos clientes.
Quando temos algum diferencial e usamos esse para satisfazer a vontade dos clientes: ser bem atendido. Temos então a equação perfeita entre automação de processos e relacionamento com cliente.

O Habib's é uma grande marca, brasileira, que possui processos bem definidos em suas logísticas de vendas e distribuição. Com a chegada de uma lanchonete Habib's em uma cidade do interior há, com certeza, grande movimentação até porque uma novidade é sempre visitada por curiosos (mesmo que desaprovem-na).
Mas daí o leitor vai discutir: não tenho que me preocupar pois tenho um restaurante e não uma lanchonete, ele não é meu concorrente!

 ERRADO!!!

A concorrência entre empresas de mesmo ramo se dá por meio de prestação de serviços complementares, isso quer dizer que o serviço agregado a venda dita para onde o cliente vai quando sentir fome.
Muitos restaurantes sentirão a falta da casa cheia nos fins de semana a noite quando olharem para o fast-food que possui atendimento por comandas eletrônicas. Fazendo com que seus garçons atendam 10 vezes mais clientes do que os antigos papeizinhos.