7 de dezembro de 2009

Por traz do comércio eletrônico

Quando se pensa em e-commerce, o que há de mais recente na memória da população é ocorrências de fraudes e insegurança por não ter contato direto com a loja.
Infelizmente isso é pano pra manga e não temos pra onde correr, insegurança sempre estará atrelado aos serviços disponibilizados na rede mundial de computadores. Isso para usuários comuns, representando cerca de 11,5 milhões dos compradores na rede (Sandra Turchi,ACSP/2009).
Muito é feito para diminuir essa sensação de insegurança causada pelas notícias de vulnerabilidade em sistemas na internet. Porém o "cadeadozinho" de segurança as vezes passa desapercebido e, infelizmente, tomado como mais um enfeite em uma tela cheia de promoções especiais.



O importante nesse post vem agora, pois o que pretendo divagar é sobre o que há por traz de um comércio eletrônico. Esse é um assunto discutido muito no mercado atual onde as vendas pela internet tendem a crescer significativamente, principalmente com o impacto causado pela aceitação as mídias sociais.
Não temos apenas sites bonitinhos e com funcionalidades atraentes para quem os adquire, temos um mercado de novas oportunidades e uma nova maneira de pensar em vendas. Há registros de empresas que resolveram optar por escoar seus produtos exclusivamente pela internet, usando canais de venda pela rede social e institucional (veja vídeo).

Ai entra a prática de parcerias e novas maneiras de pensar em escoamento do produto, como metodologia de entrega(expressa, por correspondência, etc), capacidade de armazenamento e de produtos para pronta entrega, relacionamento como cliente.
Há muitas ferramentas na web que disponibilizam ao comerciante uma boa interatividade com seu cliente e facilidade de gerenciar e apresentar seus produtos, porém se não há a preocupação com logística, pontos de distribuição e parcerias o empreendedor virtual acabará por simplesmente ocupando mais um domínio na internet.

Há em várias cidades do Brasil um serviço chamado Entrega Expressa, onde empresas especializadas fazem entregas em uma determinada área de abrangência, fazendo com que o empreendimento de e-commerce possa contar com um atrativo a mais para seu cliente. Além disso não basta jogar um site no ar e cobrar um preço qualquer e achar que está vendendo bem um comércio eletrônico. É necessário treinamento, conscientização do empreendedor de que sua visibilidade crescendo e suas vendas, consequentemente, sua rotina no chão de fábrica ou estoque muda completamente.
Não temos mais estoques imensos, podemos ter por demanda. Assim acontece com empresas de serviços também, onde seu espaço está garantido na área de vendas online.
SIM!, Serviços!... por que não? Muitos são os e-commerces que vendem serviços como tratamento de animais, agendando pela internet com pagamento via cartões e boleto, assim como o setor de decorações tende a crescer uma vez que sua vitrine pode ficar disponível e dispor de vídeos que atraem muito mais o consumidor do que os catálogos estáticos dentro da loja.
Além do já mencionado replanejamento de produção e logística, é necessário comentar e implantar práticas e ferramentas de relacionamento com seus clientes. Esse assunto é constante em qualquer área do comércio atualmente, pois seja o ramo, B2C ou B2B, se não houver fidelização do cliente o mesmo tem muitas oportunidades de deixá-lo pela concorrência na próxima compra.
Para isso são desenvolvidos mecanismos de relacionamento entre produtos e marketing web, além dos conceitos de marketing share, marketing de permissão e outros conceitos que devem estar na cabeça dos empreendedores do novo quadro.

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